Ensaio: Tecnologia dos Meios de Comunicação

O texto “Web TV, tele TV e a convergência anunciada” aborda a questão da convergência da tecnologia e formas de comunicação, mais precisamente entre a televisão, telefonia e internet. Ao constatar um momento e cenário empresarial propicio devido a privatização, o autor defende a ideia de que a convergência entre a televisão e as telecomunicações deve ser consolidada no Brasil. No entanto, o texto argumenta que, pelo menos por enquanto, essa convergência é uma ideia pouco desenvolvida no nosso pais para que possa ser implantada.

Como o Brasil tardou a receber a televisão, foi possível a venda de diferentes tipos de TV incluindo modelos mais antigos como a de tubo, que seria a mais volumosa e provavelmente a que a maioria dos brasileiros tem em casa, e pulou-se o seu estagio de desenvolvimento, reduzindo-se as chances de seu aparelho ter algum tipo de defeito, o que facilitou a sua convergência com as telecomunicações. Mas estas duas vantagens não ocorrem com a junção da TV com a internet porque é algo recente, e os principais centros de pesquisa e desenvolvimento ficam fora do país.

Acreditamos que o sucesso da TV com Internet, ou internet com TV, ocorrera no Brasil, pois vivemos em uma era em que a informação é algo de extrema importância que atinge a todos os setores e a tecnologia da informação fortalece a globalização.

O blog pretende mostrar e demonstrar a evolução da tecnologia e a sua influência na vida do ser humano. As reportagens exploram o ideal e a função da TV Digital e da telefonia no Brasil, algumas criticando e outras expondo informações de modo imparcial, deixando que o leitor tenha suas próprias conclusões, mas também promove a participação do conhecimento para a inclusão digital aos interessados por tal tecnologia.

Nova Entrevista: Visão do Administrador de Empresas

Joaquim de Lima e Silva Filho, Administrador e empresário no ramo de material dentário, amante de tecnologia e fotografo por hobby fala sobre a visão que os administradores de empresas têm em relação aos meios de comunicação, especificamente sobre a televisão, a internet e o telefone.

Visão de um Profissional de TI sobre Telecomunicação e TV Digital

O Professor Rodrigo Costa é formado em engenharia elétrica e mestre em Engenharia de Teleinformática, ambos pela UFC. Atualmente é professor substituto do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Estado do Ceará - IFCE. Tem experiência em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias em sistemas embarcados, atuando principalmente na supervisão técnica e programação em sistemas operacionais de dispositivos portáteis. O professor nos concedeu uma entrevista exclusiva dando sua opinião a respeito da TV digital e da telefonia no Brasil e esclarecendo alguns pontos que geram dúvidas para muitos. A entrevista ocorreu no dia 09 de novembro de 2010 em Fortaleza-CE no Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) via Skype.

Você está satisfeito com o sistema de telefonia que você utiliza?
Não, os preços para a realização de chamadas entre operadoras distintas é muito alto, acaba forçando ao usuário de baixa renda a adquirir e manter vários aparelhos pré-pagos de diversas operadoras para conseguir realizar suas chamadas para diferentes usos. Os planos de voz, na minha opinião, que permitem uma grande quantidade de chamadas para operadoras distintas possuem um alto custo, não sendo acessível a uma grande parte da população brasileira.

Na sua opinião, o que deve ser melhorado na telefonia móvel no Brasil?
O serviço de tráfego de dados. Assinar um plano de dados possui a vantagem de facilitar a comunicação e permitir a troca de informações independentemente do local onde se esteja. Contudo, um grande problema é o fornecimento do serviço. As operadoras não são obrigadas a fornecer a velocidade contratada, garantindo ao usuário apenas 10% da velocidade correta. Assim, o usuário contrata um plano de dados e muitas vezes, sente-se decepcionado com a operadora ou prejudicado por ela, pois tem o serviço de dados disponível na velocidade contratada durante um pequeno período no mês, tendo que se sujeitar a uma velocidade bem abaixo do valor contratado.

Quais os desafios e tendências de mercado do sistema de telefonia?
Hoje em dia, a tendência dos usuários é a concentração do uso em mensagens e o acesso a dados.  Um desafio importante é motivar o retorno da volta do uso da voz através de promoções e/ou até mesmo aplicações inovadoras, como por exemplo, reconhecimento de informações automáticas obtidas através da voz durante uma chamada convencional.

Na sua opinião, de que modo a população é influenciada pela programação na TV aberta?
Com certeza, a televisão aberta é popular em todos os locais do Brasil. Serve para informar, mas também a forma que determinado assunto é tratado pode influenciar a vida de toda a população brasileira. Sempre ocorre durante a eleição de um candidato ser favorecido devido à manipulação das notícias, como ocorreu nas eleições Lula X Collor, que determinada notícia inverídica causou um desgaste na imagem do Lula, fazendo com que o Collor vencesse a eleição.

Sobre a meta do encerramento do sinal analógico até 2016, você considera o tempo suficiente?
Creio que não, pois ainda hoje, uma grande parcela da população possui apenas televisores analógicos. Não creio que toda a população brasileira vai ter condições de adquirir o set-top Box nos próximos seis anos, pois o custo do set-top Box é elevado para os padrões atuais, custando cerca de meio salário mínimo os modelos mais simples. Seria interessante a diminuição dos custos de fabricação do set-top Box e também o fim da venda de aparelhos analógicos.

Qual a sua opinião sobre os preços abusivos dos contratos de TV por assinatura?
Não é só questão dos preços, mas também a exposição dos preços nos contratos de TV por assinatura antes da adesão. Muitas vezes, o preço é X para os primeiros meses e à medida que vai passando o tempo, há uma mudança nos preços, prevista dentro de cláusulas que muitos usuários leigos não conseguem perceber.  Além disto, os serviços prestados são poucos comparados com o preço. Uma pequena quantidade de canais que são exclusivos à TV por assinatura, que possa oferecer quase o mesmo número de canais que é obtido através das antenas parabólicas.

Você acha que esses novos tipos de internet TV (Google e Apple TV) poderiam tomar todo o mercado da TV digital interativa?
Creio que sim. A TV digital interativa continua atrelada a uma programação fixa definida pela operadora, possibilitando uma sutil intervenção do usuário. No caso atual, apenas é permitido ao usuário a opção de votação em tempo real ou visualização de conteúdo do programa apresentado. Por outro lado, nos modelos de internet TV o espectador monta a sua própria grade de programação e assiste apenas ao que é interessante para ele, podendo assistir a qualquer hora algo que ele deseja, através do armazenamento da transmissão para posterior uso. O usuário teria menos interatividade apenas em transmissão ao vivo.

Stefanini e VIVO Juntas em Palestra no UniCEUB

A palestra consistiu em informações para os que desejam trabalhar na Stefanini e na VIVO, de forma a esclarecer as principais dúvidas e o tipo de funcionário que desejam. A busca por trabalhadores poliglotas e o conhecimento de várias áreas foram dois tópicos destacados pela empresa Stefanin - os quais chamaram atenção, pois deixam claro a sua presença internacional. Mostraram a influencia da língua portuguesa nos trabalhos ao questionar erros comuns de gramática e ortografia que dificultam a comunicação entre funcionários e na compreensão dos textos em conjunto, lembrando-se da necessidade de um conhecimento amplo e prévio. Marcelo (gerente de software da VIVO) advertiu ao público sobre a necessidade de inovar, mesmo que isto signifique errar, pois acredita que uma empresa precisa evoluir com a sociedade ou não terá muitas chances no mercado, e finalizou, junto dos outros palestrantes, dizendo que o mais importante em um funcionário é ter ética.

O Google quer Invadir sua Sala

A Google já está presente nos computadores, nos celulares, nas empresas, nas escolas, faltava marcar presença na sala de estar, antigo desejo da empresa de busca.

Nesta quinta-feira, a Google anunciou o Google TV, plataforma que integra a web à TV. De TV tem muito pouco, é mais sobre web. Com o Google TV, será possível navegar por sites, ver vídeos, ouvir músicas e visualizar fotos na tela de um aparelho de TV. Ou seja, será possível consumir o conteúdo que está na web na tela de uma TV. Não difere muito do Apple TV ou, se você quiser ser mais prático, da atitude de utilizar um cabo HDMI, capaz de conectar um computador a uma TV.

O principal diferencial está no que a Google sabe fazer melhor – busca. Grande parte da experiência do Google TV terá como base a busca. Será possível pesquisar por programas na própria TV. Basta digitar algo que deseja assistir na TV que o sistema indica para você. Com o anúncio do Google TV nesta quinta-feira, a empresa de busca deixou evidente duas coisas: a sua “estratégia de 3 telas” (TV, computador, celular) e de que pretende concorrer com a Apple por meio de uma postura mais aberta (diferente do Apple TV, o Google TV terá uma política para que desenvolvedores externos possam criar aplicativos em torno dele).

Caso seja bem sucedido, o Google TV poderá colocar a empresa de busca em um lugar privilegiado no mercado de publicidade, pois poderá oferecer anúncios não somente com base em nossa navegação na web, mas também no que assistimos na TV. No final das contas, abrirá caminho para que a Google saia dos computadores e entre na nossa sala de estar, tornando a empresa de busca (mais) onipresente.

O Caminho para TV interativa

Hoje foi dado um passo importante rumo à convergência da TV com serviços de internet. A TQTVD e a TOTVS apresentaram o Sticker Center, uma loja de aplicativos para TV interativa. Trata-se de um novo recurso que utiliza o middleware Ginga para oferecer qualquer tipo de serviço, que pode ir desde consultas à previsão do tempo, até sistemas de compra on line. É um recurso semelhante aos widgets da internet, porém acessível pelo controle remoto. O lançamento foi feito em um almoço com jornalistas, na sede da TOTVS, em São Paulo.

O modelo de negócios do Sticker Center prevê dois sistemas de oferecimento das aplicações: o primeiro em pareceria com emissoras de TV, que desenvolvem e transmitem as aplicações. O conteúdo da interatividade é definido pelas emissoras, que podem agregar valor à programação, com informações adicionais, ou vender espaço para outras empresas (anunciantes inclusive). A sequência de transmissão e a colocação dos ícones na tela são definidas pela emissora. Além disso, a emissora define também se oferece o recurso de salvar a aplicação no receptor.
David Britto, diretor de Tecnologia da TOTVS, explicando o sistema.
A segunda opção é se conectar à Sticker Shop pela internet, e baixar aplicativos para a TV. Neste caso, qualquer empresa parceira da rede ByYouTV DevNet (antiga AstroDevNet) pode colocar aplicações na loja. A comercialização é definida a parte, com um acordo entre empresa desenvolvedora e a TQTVD/TOTVS. Os aplicativos podem ser gratuitos ou pagos. Neste caso, a emissora de TV não tem qualquer relação com as aplicações da TV, que vira de fato pessoal e personalizada. É possível, por exemplo, criar perfis ou contas na TV e cada pessoa da casa ter sua própria coleção de Stickers.

Através do Sticker Center é possível visualizar um novo mercado de desenvolvimento de aplicações, onde cada empresa parceira pode oferecer seus serviços independente da emissora de TV. É uma iniciativa muito similar ao mercado de aplicações para celular, onde várias empresas, como a Apple ou a Google, mantêm lojas onde é possível baixar aplicações e personalizar o aparelho.

Com a aquisição da TQTVD pela TOTVS as marcas Astro TV passaram a ser denominadas ByYouTV, dentro do conjunto de tecnologias desenvolvidas pela TOTVS sob o guarda chuva ByYou. Seguem alguma imagens de Stickers já desenvolvidas:
 Barra de Stickers com uma aplicação de emissora.
Sticker do Walmart, que encaminha para compra on line (no sistema atual ainda não é oferecido recurso de compra on line pela TV).
 
Sticker Shop, onde ficam as aplicações que podem ser baixadas. Neste caso, em destaque um jogo.
Sticker Shop.
Sticker sobre tempo, baixado pela internet.

TV Digital x TV Analógica e Qualidade da Telefonia Móvel

O vídeo acima aborda os temas “TV Digital e Telefonia no Brasil” no século XXI. Em relação à TV digital, o vídeo foca na extinção da TV analógica e o domínio da TV digital. Já sobre o tema telefonia, ele mostra sobre o número excessivo de aparelhos que as pessoas têm.

A primeira parte do vídeo foi tirada do site howstuffworks.com.br, e fala como funciona a TV digital. Para explicar o seu funcionamento, o Prof. Mestre Maurício Donato, o compara com a TV analógica, que não possui imagens em alta definição, destacando a quantidade de pixels que cada uma pode exibir. Durante esta comparação, o narrador demonstra como são feitos estes “pixels” através de uma animação, que simula desde a gravação de uma novela até a sua exibição na televisão, deixando claro que para assistir os canais com imagens digitais é necessário o uso de uma antena UHF interna e um conversor básico, mas para assistir em alta definição ainda é preciso comprar de uma TV digital. “Como funciona a TV digital” é um vídeo com uma explicação clara que dispensa a necessidade do espectador saber um pouco do assunto antes de assisti-lo.

A segunda parte do vídeo, tirada da reportagem do jornal da gazeta de 16 de julho de 2009, fala sobre a quantidade de celulares no Brasil e entrevista várias pessoas, destacando os empresários Marcos Antônio Corrêa e Ana Paula de Oliveira. Estes dois possuem mais de um celular, pois uma operadora apenas não  é capaz de cobrir todo o país, e como precisam viajar, necessitam de mais de uma para comunicarem-se .Alguns entrevistados concordaram com o casal, pois moram longe de seus parentes e têm o mesmo problema com as operadoras, outros acharam um exagero mas admitiram que o celular é um aparelho indispensável. No final é mostrado o número de celulares por habitante e coloca-se o brasiliense como o que mais possui esses aparelhos. ‘TELEFONIA MÓVEL NO BRASIL - 157 MILHÕES TÊM CELULAR” mostra a importância deste aparelho na vida dos Brasileiros ao expor os seus problemas na comunicação com diferentes regiões.

Creditamos que o governo está sendo precipitado ao dizer que até 2016 a TV analógica será substituída da TV digital, achamos que demorará mais alguns anos. E quanto ao número excessivo de celulares por pessoa, pensamos que isso só deveria ser feito se for realmente necessário para a pessoa. Por exemplo, um empresário necessita de vários celulares.

Tecnologia 4G Chegando ao Brasil

O Brasil terá a telefonia celular de quarta geração (4G) em funcionamento para a Copa de 2014. O anúncio foi feito pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) durante evento realizado ontem (28) em São Paulo.

A conselheira Emília Ribeiro afirmou que a agência pretende colocar em licitação no primeiro trimestre de 2011 a banda de 2,5 GHz, a mais indicada pela International Telecommunication Union (ITU) para a operação da nova tecnologia. A telefonia 4G opera com a tecnologia Long Term Evolution (LTE) e atinge velocidades de comunicação de de até 100 megabits por segundo (Mbps), contra 14,4 Mbps da tecnologia 3G.

Emília Ribeiro disse também que a Anatel deverá realizar a licitação da faixa de 3,5 GHz (banda larga sem fio) ainda no início de 2011, também para atender à Copa de 2014.

TV Digital e Telefonia Celular em União

Em 2008 ocorreu a estréia da TV Digital no Brasil, com isso, muitas empresas passaram a desenvolver produtos que se adequassem a essa nova tecnologia. Pode-se citar como exemplo os celulares que passaram a ter como mais um aplicativo, a TV digital. Uma das empresas que estrearam nesse mercado foi a Samsung com o celular V820L.

Para mais informações clique aqui.

Fazendo Ligações Usando Celulares?

A charge  apresentada na figura tem função de criticar o sistema de telefonia móvel no Brasil. A imagem mostra o personagem usando a antena de seu celular para discar em um telefone fixo. Ele poderia usar o próprio celular se o aparelho tivesse sinal para efetuar ligações.

Levante sua Voz!

O vídeo acima (dividido em duas partes) aborda a questão da liberdade e a falta dela, a imposição do governo perante os direitos humanos e seu controle dos meios de comunicação. A informação é controlada para que a população siga e acredite que o que está sendo transmitido é a verdade, além de censurar e manipular rápidos, emissoras de televisão e outros meios de comunicação. O poder é utilizado como forma de vetar a livre expressão e os que possuem esse poder gostam de livre manipulação sobre a sociedade em que vivem, capazes de causar uma forma de alienação impondo suas ideias. O vídeo mostra de modo critico e comparativo a falta de escolha da população com a informação que recebe, a diferença entre os mais poderosos e menos favorecidos, em como cada um lida com o conhecimento que recebe e como vão agir diante disso.

Resta a nós, como cidadãos que têm direitos e deveres perante a comunidade devemos nos impor sobre o que nós é divulgado e questionar os deveres dos distribuidores de informação no Brasil. A falta de escolha pode até mesmo ser comparada com os celulares e empresas de comunicação que detinham o direito sobre nossos números, recentemente tivemos direito à portabilidade e o direito de decidir onde queremos estar, em qual empresa. Buscamos também o direito de decidir como a informação será fornecida e sem que haja uma perpectiva de poucos grupos que a controlam.